quarta-feira, 23 de outubro de 2013

TRABALHO FINAL

Conheça um pouco da história da Concepção da Pedagogia da Escuta em Reggio Emilia

“Após o término da Segunda Guerra, as mulheres de Villa Cella, cidade no nordeste da Itália, próxima a Reggio Emilia, decidiram erguer e administrar uma escola para os filhos, pois todas as da região haviam sido devastadas. Essa escola ficou universalmente conhecida pela abordagem pedagógica para a educação infantil. O pedagogo e educador de Régio-Itália, Loris Malaguzzi , foi o criador da ideia de Reggio Emília, sendo até hoje seu incentivador primordial. Foi este educador quem constituiu um princípio de ensino em que não existem as disciplinas formais e que todas as atividades pedagógicas se desenvolvem por meio de projetos. Estes projetos, no entanto, não são antecipadamente planejados pelos professores, mas, surgem através das ideias dos próprios alunos, e são desenvolvidos por meio de diferentes linguagens. O ensinamento que sustenta todo esse princípio, é a Pedagogia da Escuta, que foi sistematizada pelo educador italiano. Esta abordagem de Reggio Emilia se vincula a tudo o que a linguagem visual pode apresentar” [Amelia Hamze, Educadora Profª UNIFEB/CETEC e FISO, Barretos].
 
Acessado em: http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/drops/05.011/1653,  22 de outubro de 2013.
 
 Relacionando nossos estudos nas aulas, mais as nossas discussões no Blog, construam um currículo para uma escola de Educação Infantil (3 a 5 anos), apoiando-se na Pedagogia da Escuta.
 
Os trabalhos deverão ser encaminhados por e-mail e posteriormente serão postados no blog para apreciação.
 
Professoras.

terça-feira, 22 de outubro de 2013


Atividade 1
Vamos retomar a nossa primeira aula?

Concepção de criança

Crianças como construtoras de saberes e de conhecimento

     A concepção de infância e de Educação Infantil dos educadores influencia diretamente nas práticas pedagógicas destinadas às crianças. Pintura de um desenho pronto, colar papel picado dentro de um círculo, cobrir pontilhados, tão comuns em muitas instituições, revelam a desconsideração da criança enquanto portadora de teorias sobre o mundo, que atribui sentido para o que vê e faz. O ato mecânico, ausente de sentido revela uma criança passiva, que produz porque lhe mandam fazer.

    Ao contrário, quando se considera a criança enquanto produtora de cultura, que expressa visões de mundo e reflete sobre as experiências vividas, o modo como se direciona a prática pedagógica precisa ser diferente. Toda criança tem sua particularidade, pois cada criança vem de uma cultura diferente, não podendo ser tratada de forma homogênea a partir da classe social em que a criança está inserida.

    A criança é construtora de saberes por que é capaz de pensar o mundo em que vive, de elaborar teorias provisórias e de estabelecer relação e diálogo com o seu tempo e espaço. A criança é sempre cidadã, e não uma futura cidadã. É uma criança rica, pois tem saberes, produz e não apenas consome cultura.

      Tem ideias, saberes e linguagens as quais utiliza para se expressar. Como se expressa por meio de "Cem Linguagens", precisa da escuta ativa do adulto, para que este cumpra a função de um professor competente para compreender suas diversas formas de expressão.

Com base nos nossos estudos, apreciem esse vídeo e deixem nos comentários suas considerações segundo a visão de Loris Malaguzzi.
(Os comentários serão retomados na próxima aula e farão parte na composição da nota final do módulo.)


http://www.youtube.com/watch?v=i7KYp55R3TQ

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Pedagogia da escuta

PEDAGOGIA DOS SENTIDOS

Os alunos com menos de 6 anos de Reggio Emilia, cidade no norte da Itália, nunca levam para casa tudo o que produzem na escola. As esculturas menores decoram vitrines do comércio local. Quando grandes, ganham destino ainda mais nobre: são colocadas em espaços públicos. Os desenhos são requisitados para ilustrar guias de pontos turísticos. Na escola que frequentam, o tempo não é dividido por disciplinas ou atividades. Lista de habilidades a desenvolver também não faz parte da rotina.

Abordagem sim, método não
 Os seguidores recusam a palavra método, pois afirmam que ela remete a procedimentos planejados para conquistar reações e aprendizagens pré-determinadas. "Chamamos de abordagem, pois temos como princípio respeitar a maneira de cada um aprender e, para isso, precisamos estar atentos aos caminhos que eles mesmos propõem", explica Ana Maria Barrucci, coordenadora do Centro de Pesquisa e Difusão. Com isso, quem procurar por um método Reggio Emilia não encontrará registro, mas irá se deparar com alguns princípios que podem ser incorporados e colocados em prática.

Um deles é a crença de que o aprendizado nunca será o mesmo se alguém deixar de dar a sua colaboração. Por isso, a curiosidade e os questionamentos de todos têm valor e são decisivos na escolha dos temas dos projetos de ensino. Eles surgem da fala dos pequenos, registrada atentamente pelos professores e estudadas pela equipe pedagógica. Por isso, uma mesma experiência não pode ser repetida com diferentes sujeitos com a finalidade de produzir os mesmos resultados.

A teoria que sustenta todo esse sistema, a Pedagogia da Escuta, foi sistematizada pelo educador italiano Loris Malagguzzi, que buscou fundamentos nos estudos em educação e neurociências dos anos 1960 e 1970. "Além de estar atento à fala, é preciso estar disponível e ter sensibilidade para ouvir as cem, as mil linguagens, símbolos e códigos que as crianças usam para se expressar", explica Carla Rinaldi, consultora científico-pedagógica de Reggio Emilia.
Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/educacao-infantil/4-a-6-anos/pedagogia-sentidos-422945.shtml acessado em 18 de setembro de 2013


E para vocês, qual a concepção de infância e de criança, dentro dessa abordagem?
Deixem suas respostas nos comentários que iremos retomar na próxima aula!!!